Reformar ou comprar um barco novo?

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Quem tem um barco de madeira há muito tempo, sabe: é como mais uma pessoa querida da família. Você conhece cada risco do deck, reconhece de longe todos seus pequenos ruídos, sabe exatamente a hora e o ângulo que ele vai adernar de acordo com a maré. Mas como tudo na vida, chega a hora em que a passagem do tempo torna-se mais visível, mais presente, e é quando a dúvida se instala: reformar ou comprar um barco novo? A manutenção correta e regular pode estender a vida da embarcação, mas será que a reforma ainda vale a pena?

Coloque todos os fatores na balança

Para decidir entre a reforma e a compra de um novo, é importante levar em consideração alguns fatores. O primeiro deles é o investimento financeiro frente à condição do barco, seu desgaste, o estado dos componentes e equipamentos. Em alguns casos, é possível fazer a restauração de embarcações antigas em relação à pintura, interior, recuperação de decks e modernizações.

Avalie, portanto, o tipo de danos que o barco apresenta, a quantidade de madeira apodrecida e se há danos estruturais – neste caso a reforma indicada deve ser completa. Dependendo do tempo de uso e o tipo de reforma, pode ser melhor deixá-lo descansar de vez e investir seus recursos e segurança em uma nova embarcação.

Tenha seu barco totalmente personalizado fabricado por experts

Por outro lado, ao comprar um barco novo de madeira, você pode ter a oportunidade de produzi-lo inteiramente personalizado, de acordo com o seu gosto e estilo de vida – e ainda com design vintage, se quiser manter o ar retrô das suas horas de lazer.

No Estaleiro Kalmar, por exemplo, que presta ambos os serviços de restauração e construção sob encomenda, equipes especializadas têm a expertise de mais de 30 anos em construção de barcos de madeira com o que há de mais moderno em equipamentos. As equipes próprias de marceneiros e pintores somam-se parcerias valorosas nas áreas de layout, engenharia, capotaria, peças em inox, estofados e vários outros tipos de acessórios e equipamentos.

É a oportunidade de ter uma embarcação feita através de processo totalmente artesanal, com estética retrô, equipamentos modernos, interior sofisticado e materiais de primeira qualidade. Converse com a equipe do Kalmar e descubra a melhor opção para manter sua vida navegando. Talvez seja essa a hora de começar a construir uma nova história de aventuras com um novo parceiro, renovando seu próprio fôlego alimentado pelo vento.

Quer saber mais? Não deixe de acessar o site do Estaleiro Kalmar e conhecer melhor esse requinte! 

Aos 23, órfã, ela se viu com uma empresa para tocar. Sem chance de retroceder, ela venceu o medo e foi adiante

Lorena Kreuger: “Quando o destino levou meu pai, e me jogou o negócio da família no colo, a única certeza que eu tinha era de que não tinha a menor ideia do que fazer” (Foto: Claus Lehmann.)

Lorena Kreuger: “Quando o destino levou meu pai, e me jogou o negócio da família no colo, a única certeza que eu tinha era de que não tinha a menor ideia do que fazer” (Foto: Claus Lehmann.)

 

Há sete anos, meu pai, Lars Kreuger, perdeu a batalha que lutou por longos 30 meses contra um câncer. Ele nos deixou em 2008. Tinha 54 anos, e era um pai e um empresário dedicado – tocava há 26 anos o estaleiro Kalmar, fundado por meu avô, Erik Kreuger, em 1982. Eu tinha 23 anos e estava no último ano da faculdade de Design Industrial, sem muita ideia do que faria com minha vida e minha carreira.

A perda de meu pai foi um baque para a família e para a empresa. E para mim também. Como na maioria dos casos de câncer, no entanto, a dor é diluída e assimilada ao longo de um período de tempo, a partir de quando a gente começa a aceitar que a pessoa não estará conosco por muito mais tempo. No nosso caso, conseguimos nos preparar espiritualmente para a partida de meu pai. Mesmo assim, foi difícil saber o que fazer, tanto no plano pessoal quanto no plano profissional.

O estaleiro Kalmar sempre foi reconhecido no Brasil inteiro pelo seu trabalho artesanal na construção de embarcações de lazer em madeira. A empresa ganhou fama por trabalhar com o método de marcenaria naval moderna com alto padrão de acabamento – um trabalho artesanal, feito a mão, por mestres. Com o passar do tempo, a empresa ganhou reconhecimento por manter a qualidade de seus serviços e por não ceder às pressões do mercado náutico, com a presença cada vez maior de materiais compósitos e embarcações fabricadas em série, de custo muito menor.

Só foi possível manter a nossa arte viva devido ao bom trabalho desenvolvido por um time leal, competente e comprometido. Esse foi um dos legados de meu pai. Depois de 26 anos à frente da Kalmar, ele nos deixava como herança uma empresa forte e saudável, com reputação e mercado. No aspecto administrativo, no entanto, era preciso evoluir. Ou nossa sobrevivência poderia ficar ameaçada. Em meio às exigências de monografia, projeto final e estágio, decidi que iria assumir a empresa, e que me dedicaria a ela integralmente após a minha graduação.

O estaleiro Kalmar foi fundado dois anos antes de eu nascer, na cidade de Itajaí, no litoral de Santa Catarina, onde sempre morei. Quando passei no vestibular, me mudei pra Florianópolis e fiquei lá por 6 anos. Fui criada no mar. Sempre morei a menos de duas quadras da praia, e desde muito pequena convivo com o sabor da água salgada nos lábios.

Em família, nosso tempo livre era dedicado a velejar, surfar, conhecer novas praias, de forma que a construção de barcos era mais um elo que nos ligava ao mar – a nossa paixão.

Mas eu nunca cheguei a trabalhar com meu pai. Sempre fui orientada a me dedicar integralmente aos estudos enquanto essa fosse a minha profissão – estudante. A morte de meu pai acelerou uma série de processos e decisões. Decidi que iria assumir a empresa. Um desafio completamente novo.

Não cogitávamos vender a empresa. Talvez houvesse outra solução, mas eu caí dentro antes de elucubrarmos muito. Uns quatro meses depois de meu pai morrer, tive uma conversa com a minha mãe, que tocou a empresa nos primeiros meses. Ela comentou comigo que não iria assumir o negócio – ela tem uma carreira brilhante na área acadêmica da saúde. Concordei com ela. E disse que assumiria.

Meu avô havia morrido em 2001, aos 90 anos. Minha irmã estava trilhando carreira na área de fotografia de cinema. Eu era a única que tinha perfil para o cargo. Meu pai era muito simbólico – era inclusive chamado de “pai” pelos funcionários. A Kalmar tinha que ficar conosco. A empresa era da família e a família me apoiou.

Meu primeiro passo foi redirecionar a minha monografia, ainda em estágio de definição de tema, para algo que envolvesse a empresa, para que eu pudesse resolver duas coisas de uma vez: concluir o curso e aprender sobre o que seria o meu trabalho dali a míseros seis meses. Havia 15 funcionários e cinco projetos esperando por mim.

Nesse meio tempo, o Kalmar foi seguindo no embalo. Tínhamos uma equipe preparada para tocar a empresa sem meu pai no curto prazo, administrando as obras em andamento, mantendo o fluxo de caixa e a rotina da empresa. Eu deveria entrar em cena para fechar novos negócios e ser a nova diretora, a terceira geração da família à frente do negócio, confirmando para o mercado que o Kalmar se manteria vivo, operando como sempre.

Nos meses antes de me formar, me envolvi em alguns contatos comerciais e passei a frequentar o escritório, fazendo o trajeto Itajaí/Floripa mais vezes do que de costume. No primeiro ano sem meu pai, o Kalmar conseguiu se manter. E eu me preparei como pude para assumir o comando da empresa.

Em 2009, passei a tocar oficialmente o negócio, com a clara noção de que precisaria de tempo para me adaptar e para aprender. A única certeza que eu tinha era de que não sabia o que estava fazendo. Não tem como negar: eu não fazia ideia de onde estava me metendo. Mas tinha plena consciência disso. E também não tinha muita escolha. Era respirar fundo e seguir adiante. Uns anos depois, um professor me explicou que isso tem até nome, se chama “ignorância consciente”.

Desde então, um sentimento se criou dentro de mim (e talvez os nascidos em janeiro me entendam bem): o Kalmar virou a minha missão – e se é para fazer, vai ser com sangue nozóio. Levo tudo muito a sério. Me comprometo com as responsabilidades desde muito cedo. E o que poderia ser mais sério, que responsabilidade poderia ser maior do que tocar a empresa, com um quarto de século de sucesso, fundada por meu pai e por meu avô? Embarquei e ajustei as velas.

De lá até hoje, sinto que naveguei por muitos mares a bordo do Kalmar. Uma travessia ousada. Tenho certeza de que não naufraguei porque meu pai calçou a empresa numa base sólida: uma equipe, que oscila entre 15 e 20 talentos, dependendo da demanda, que está conosco há muito tempo e que me receberam com muito respeito. No início, me sentia intimidada – como liderar gente que sabia do meu negócio muito mais do que eu?

Durante o primeiro ano, foquei em absorver tudo o que podia. Aos poucos comecei a assumir as funções comerciais, de atendimento a clientes e de apresentação de orçamentos. Era interessante ouvir dos outros coisas que meu pai costumava dizer: “quem tem que vender o barco é o dono do estaleiro”, referindo-se à decisão de termos um representante ou não.

Eu tentava me envolver ao máximo com a produção dos barcos e com as reformas em si, mas sentia que aquela parte do negócio estava em boas mãos. Então trilhei o caminho da liderança e da estratégia, mais do que do aprendizado prático da fabricação. Meu pai sabia fazer um barco com as próprias mãos, eu não. Comecei a perceber que não precisava tentar ser igual a ele para ser relevante ao negócio.

Conseguimos manter a nossa credibilidade e fomos sobrevivendo a essa transição precoce. Depois de uns meses, comecei a sentir para valer o peso que pelos próximos seis anos eu carregaria nas costas: ser responsável por tudo – e por todos. Se o prazo estiver errado, se o orçamento for mal elaborado, se o serviço ficar mal feito, se não houver dinheiro em caixa, se o telhado não estiver firme, se o estoque não estiver bem controlado, se nos faltar serviço mês que vem, se os funcionários estiverem insatisfeitos, se estivermos errando na divulgação. Era tudo comigo. Todos os “se”. Quando você é o dono, mesmo quando você delega para gente de confiança, como eu tinha ao meu redor, a responsabilidade final é sua.

Às vezes me sentia no comando de um veleiro em mar aberto, vendo a tempestade se formar no horizonte, um mau tempo muito mais severo do que aquele que em tese poderíamos suportar. Então eu só firmava as mãos no leme. E tocava adiante. Porque estávamos em ponto de não-retorno. E se só podíamos contar comigo era comigo que contaríamos.

A convivência com essa pressão impactou minha saúde. Sempre fui uma pessoa ansiosa. Meu comprometimento me fazia querer controlar tudo, para que nada saísse errado. Compreendia que aquele esforço todo era apenas a minha missão – algo que eu tinha que desempenhar. Isso, é claro, gerou um desequilíbrio geral. Vivi picos de estresse e ansiedade, em que tinha o sono constantemente interrompido.

Era perseguida por calafrios sempre que repassava mentalmente algumas situações mais desafiadoras. E não conseguia me desligar dos problemas da empresa. Sentia muito medo. De falhar. De tudo que podia não dar certo. Sofria de enxaquecas. Às vezes sentia sono nas horas erradas – era uma espécie de escapismo. Muitas vezes fantasiava com ser apenas uma estagiária ou uma analista júnior. Foi assim, na porrada, digladiando comigo mesma e vivendo a vida como ela é, que deixei de ser uma menina para me tornar uma mulher. E que deixei de ser a “filha do dono” para me transformar em “dona” – com tudo de bom e de ruim que isso acarreta.

Em paralelo ao vendaval de emoções dentro de mim, havia projetos em andamento, obrigações trabalhistas a honrar, burocracias a cumprir. A roda estava girando e aquela era a minha profissão. Era aquilo que eu tinha que fazer. E era aquilo que eu queria fazer. Mesmo sem o conforto de um emprego com menos responsabilidades. Mesmo tendo que aprender a lidar com todas aquelas angústias. Manter o Kalmar vivo significava para mim, de algum modo, manter meu pai vivo. Isso era forte demais. Mais forte do que qualquer problema que eu pudesse ter.

Pensei em procurar um psicólogo para me ajudar a lidar com aqueles sentimentos. Acabei tentando a acupuntura. O que me fez muito bem. As agulhas regularam minhas crises de ansiedade, colocaram meu sono no lugar – de modo que até hoje visito meu terapeuta duas ou três vezes por anos para apertar uns parafusos, como ele gosta de dizer.

Um tempo depois, ficou claro para mim que eu estava me afastando de coisas que amava fazer: os esportes no mar e as atividades ao ar livre. Durante muitos anos, competi na vela, surfei e frequentemente estava procurando novas trilhas para fazer.

É um erro comum quando a gente entra de cabeça num projeto empresarial – deixamos de dar prioridade a coisas essenciais, que nos fazem bem, em nome de dedicar cada vez mais tempo e energias ao trabalho. Em 2013, encarei uma aventura a bordo de um veleiro. E isso resultou no meu casamento, em 2015. Se eu não tivesse me permitido aquela descompressão, não teria encontrado meu marido. Só isso.

Também em 2013, apostando ainda mais na busca do equilíbrio, incorporei o Yoga à minha rotina. Foi uma bênção em minha vida. Aprendi a identificar e a separar muito bem a Lorena e a Lorena do Kalmar. São dois papeis bem distintos, que durante muito tempo eu tratei como uma coisa só. Isso tornou meu dia-a-dia mais harmônico e me permanecer firme, mas confortável, dentro do mesmo esforço.

A maturidade que fui ganhando aos poucos se transformou em ensinamentos para toda a vida. Aprendi a lidar com as adversidades, não entrar em pânico e a conviver com o surgimento constante de problemas. A vida é essa – resolver problemas. Sem desespero.

Passei a apreciar muito as fases boas, pois elas não durariam para sempre. Aprendi o significado de “não desistir nunca”. Insistir é mandatório. Parei de alimentar a raiva e de me sentir frustrada, pois percebi que esse tipo de reação consome uma energia gigantesca, gera sensações péssimas e não serve pra nada, além de fazer um tremendo mal à saúde.

Aprendi que tudo se resolve com calma, bom senso, equilíbrio e tempo. Descobri o preço de se administrar uma empresa. Mas também saquei que nada vem de graça. E que tudo tem um preço. Especialmente aquelas coisas que mais queremos. Quando a situação se mostra difícil, a primeira coisa que faço é perguntar: “OK, como resolvemos?” Ou então: “Que outra solução podemos dar?” Culpar governo, mercado, economia, o sistema, ou a nós mesmos, é pura perda de tempo.

Como no comando de um veleiro, temos que estar atentos a todos os sinais: as nuvens, as ondas, a pressão atmosférica, o vento, para calcular o próximo movimento em nossa trajetória. Vaiar a tempestade não resolve a tempestade. Se esconder dela também não. É preciso abrir os olhos, estar atento, pois a verdade é que as coisas, na maioria das vezes, acontecem da forma mais natural possível. E contra isso não podemos lutar.

Em sete anos de dedicação à empresa, investi na criação de um departamento de marketing, que alinhou toda a nossa estratégia de vendas e comunicação. Também desenvolvemos um trabalho no planejamento estratégico da empresa, usando todas as metodologias mais recentes dessa disciplina. Orientei o departamento de produção na criação de novos métodos de controle de horas de trabalho aplicados à marcenaria – precisamos tornar o artesanal mais gerenciável, sem perder a essência da nossa arte.

Também reforcei o RH, para garantir apoio à equipe, não economizando esforços para criar um ambiente de trabalho gentil, e preservando o clima familiar da empresa. Criei uma marca de móveis residenciais na expectativa de diversificar nossa atuação no mercado, e também ampliei e formalizei uma linha de produtos esportivos. Em 2014, completei minha pós-graduação em gestão empresarial, porque nunca dá para parar de aprender. Ainda mais eu, que estou só começando.

Hoje, com 30 anos, vivo um momento de alegria pelas decisões que tomei. Consigo reviver as curvas da estrada que se ofereciam à derrapagem e estou feliz com o sentimento de que me saí bem e de que tudo valeu a pena.

Tenho muitas ideias novas. E perspectivas de trabalho um pouco diferentes para o futuro próximo. Estou na busca de algumas realizações pessoais que nestes ficaram hibernando desde que assumi a Kalmar. Sou uma pessoa de fazer, adoro planejar e colocar coisas em prática. Essa trajetória até aqui foi um treinamento para dominar o medo do futuro. Hoje, me sinto preparada para enfrentar qualquer aventura que o mundo colocar à minha frente. Aliás, estou muito curiosa para saber o que vai ser!

Lorena Kreuger, 30, é diretora do estaleiro Kalmar. Você pode compartilhar mais de suas histórias e reflexões em seu site

 

Texto publicado originalmente no site do Projeto Draft

Canoas proporcionam lazer e aventura para todas as idades

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Quando o sol bate de mansinho na água é que se percebe que a paz tem seu som próprio, feito de silêncio. É fechar os olhos levantando a cabeça em direção ao céu e respirar profundamente, porque você sabe que está tudo em seu lugar. Não chega a ser difícil imaginar o impacto que a sensação deve ter causado nos primeiros canoeiros, aqueles que, a princípio por necessidade de locomoção, tiveram a ideia de usar um pedaço de madeira boiando para atravessar um lago ou resgatar alguém da água. Do tronco de árvore para essa que foi a primeira embarcação humana, a remada deve ter sido curta: há registros arqueológicos de restos de canoa em madeira esculpida de 8 mil anos. Hoje, as canoas canadenses, inspiradas nas originais desenvolvidas pelos índios há 125 anos, são sinônimo de charme e beleza, com seu belo casco de madeira refletindo um verdadeiro estilo de vida.

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História e tradição: conheça o veleiro clássico Aileen

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Os veleiros clássicos são exuberantes não somente pela sua beleza, como também pela sua história. Eles formam parte da tradição náutica, sendo que ao longo do tempo, apareceram vários barcos à vela que despertaram a admiração das pessoas apaixonadas pelas atividades náuticas. Um veleiro de madeira é constituído por uma estrutura clássica que permite voltar no tempo e reconhecer nela a sofisticação e o requinte dos barcos tradicionais.

A beleza e a funcionalidade dos barcos a vela permitiram que estes participassem de regatas. As regatas de veleiros são um momento único em que há total conexão entre o velejador, tripulação e mar. Nestes encontros, é possível observar os mais bonitos veleiros clássicos, inclusive modelos de veleiro antigo.

Aqui no Brasil, a Regata de Veleiros Clássicos é o maior evento que reúne veleiros desse estilo. É um evento maravilhoso em que é possível ver os mais conceituados veleiros desafiando-se em uma animada competição.

A primeira edição do evento nacional ocorreu em dezembro de 2006 e foi um grande sucesso. A partir de então, a competição tornou-se anual e foi tomando proporções maiores ao contar com a participação de veleiros internacionais. Esta é a prova de que acontecerão muitas outras edições para a alegria dos velejadores entusiastas.

O veleiro clássico Aileen

Quem gosta das aventuras do mundo náutico, adora ouvir histórias sobre veleiros famosos, um destes clássicos dos mares é o Aileen. O veleiro com 102 anos de existência guarda histórias incríveis desde a sua idealização. Que tal conhecer um pouco da sua trajetória?

O veleiro Aileen pertence a classe dos 6 metros e é considerado um dos barcos mais antigos ainda em uso no país. Há gerações ele pertence a família Grael. Comprado no ano de 1929 por Preben Schimidt -avô de Lars, Axel e de Torben Grael- o barco de 4 toneladas e 9,70 metros abriga histórias desde que foi construído em 1911 por Wener Hansen.

No ano seguinte à sua criação, o veleiro clássico participou das Olimpíadas de Estocolmo, onde o veleiro e o comandante Hansen ficaram em segundo lugar, conquistando medalha de prata e iniciando uma trajetória de muitas aventuras.

Desde que foi construído, o Aileen tem participado de dezenas de regatas. Além delas, o seu proprietário Preben sempre fez questão de mantê-lo ativo e a melhor forma de fazer isso era reunindo a família em velejadas e passeios, algo que Schmidt adorava. Após a morte de Preben Schmidt em 1977, o Aileen ficou aos cuidados de Erick Schmidt (tricampeão mundial). Em 1990, Torben Grael decidiu reformar o veleiro de forma que ele pudesse voltar às regatas.

Depois da reforma, o barco voltou à plena atividade participando inclusive da Regata Preben Schmidt, que é realizada anualmente. Além de ser uma bela homenagem ao patriarca da família Schmidt Grael, a Regata é um importante evento realizado no intuito de prestigiar os modelos clássicos de veleiros que ainda estão ativos no país.

Como é possível perceber, o amor pelo Aileen foi passando de geração à geração. Hoje, o veleiro permanece forte e é motivo de orgulho para a família Grael.

Um veleiro clássico merece cuidados especiais

Normalmente, os veleiros clássicos são produzidos em madeira. Por isso, algumas avarias podem ser detectadas ao longo dos anos. Para suprir qualquer necessidade em termos de restauração ou reparo de barcos a vela, é indispensável contar com uma empresa séria e especialista na área. Uma alternativa maravilhosa é contar com o Estaleiro Kalmar.

São anos de experiência oferecendo barcos da melhor qualidade. Além dos produtos exclusivos fabricados por uma seleta equipe de profissionais, o Estaleiro disponibiliza a linha Service. Esta linha está composta por serviços de pintura, restauros e recuperação das diversas partes das embarcações. Estas atividades são realizadas por marceneiros, pintores e demais especialistas que possuem vasta experiência no setor, entregando um barco com identidade renovada com alto grau de precisão.

 

Acesse o site do Estaleiro Kalmar e confira os serviços disponibilizados por nossa empresa.

Como é a fabricação de um barco artesanal?

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Poucas coisas mexem tanto com o imaginário quanto um belo barco navegando em águas silenciosas. Quando a embarcação é produzida artesanalmente, o valor agregado aumenta ainda mais, seja pelo esmero e atenção devotados a cada pequena parte do processo, pela história por trás da técnica ou pela qualidade dos materiais empregados. Mas você conhece todas as etapas da fabricação de um barco artesanal? Para quem está habituado a ver apenas o produto pronto, saber como cada parte do nascimento de uma embarcação dessas é levada a cabo é presenciar verdadeiros momentos de criação.

Trabalho começa antes de o projeto sair do papel

Cascos, cabines, decks, interiores. Um conjunto de peças e ambientes que dão forma a sonhos, são capazes de encher os olhos d’água e refletir um estilo de vida. Para chegar ao resultado final, no entanto, as etapas são muitas e o tempo varia de acordo com a complexidade do projeto, o tipo de barco, o talento dos envolvidos e os métodos utilizados.

De uma forma geral, a primeira parte do processo é o design, que define a sua aparência, parte estética, tamanho e todas as especificações, como os materiais que serão empregados. Em um segundo momento há o planejamento, quando são determinadas, uma por uma, as demais fases da construção.

A terceira fase é a parte da coleta de materiais. É nessa etapa que é feita a escolha da nobreza dos materiais empregados, como tipos raros de madeira, acessórios vintage ou qualquer componente que seja mais difícil de obter – e que por isso mesmo valorizam ainda mais o resultado final. Apenas depois de todo o material coletado é dado início à fase de construção do barco.

Construção: toda atenção inicial é dada ao casco

Uma vez de posse de todo o material necessário, a construção do barco artesanal é iniciada pelo casco. A etapa começa com o esforço para dobrar e moldar a madeira laminada de forma que fique parecida com uma caixa torácica.

Para isso, a técnica mais utilizada é a “cold molded”, capaz de criar estruturas ao mesmo tempo fortes, resistentes e duráveis, mas também leves e eficientes. Ela é feita através da laminação com várias camadas de madeira agrupadas e talhadas nas proporções adequadas de forma que o acabamento seja impecável, com emendas praticamente invisíveis, mesmo nas áreas com pouco acesso visual, como o costado interno e o porão.

A madeira laminada é então colada e impregnada com resina epóxi, um preparado especial utilizado nas embarcações do Estaleiro Kalmar, que empresta não apenas impermeabilização, mas também um perfeito acabamento. Além desses, é aplicado ainda verniz marítimo que garante ainda mais resistência e durabilidade à peça.

Acabamentos da embarcação

Depois de o casco estar pronto, são colocados os demais itens, como bancos, controles e acabamentos – pisos, estofados, deck se houver e também os acessórios. Assim como o casco, esta também é uma importante parte da fabricação de um barco artesanal, emprestando identidade à embarcação. No Estaleiro Kalmar, um dos mais tradicionais do país, a equipe de artesãos altamente qualificada em construção naval preza pela qualidade em cada mínimo detalhe, fazendo com que cada embarcação saída de suas instalações pareça ter vida própria.

Além da produção de verdadeiras obras de arte artesanais, o Kalmar também realiza serviços de manutenção e restauro, como recuperação de pinturas, decks, interiores e embarcações antigas em sua totalidade, assim como produz a sua modernização se necessário ou desejado.

Quer saber mais sobre os barcos artesanais do Estaleiro Kalmar? Clique aqui e descubra tudo sobre esse mundo de beleza e requinte!

Pode apostar: Estilo clássico para veleiros

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A identidade de um carro clássico ou de um barco tradicional é muito grande, além de ser valiosa. No que se refere aos carros, os modelos mais antigos e que fizeram sucesso na época, hoje são consideradas peças únicas e raras, conferindo-lhes assim, um valor inestimável.

Além dos carros clássicos, outras máquinas motorizadas que chamam muita atenção no seu estilo clássico são os veleiros. Eles são considerados como os donos do mar quando o assunto envolve o sentimento de tradição e volta ao passado em busca de emoções fortes e do requinte das embarcações. Sobre os veleiros, é necessário considerar que para ser considerado clássico eles precisam conter certas características e detalhes próprios do estilo.

O que é um veleiro clássico?

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Lobster Boat L35, um barco para quem gosta de tradição

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A pesca esportiva é uma atividade prazerosa que atrai um grande número de pessoas, que da mesma forma que você, estão em busca de um tipo de entretenimento que alie encantadoras horas de convivência familiar e a tranquilidade que só o mar pode oferecer.

A pesca esportiva é fantástica, pois ao mesmo tempo em que você está fazendo o que gosta, está mostrando respeito pela natureza e pela continuação da pesca desta modalidade. Devolver os peixes ao seu habitat para que a natureza siga o seu curso é a prova que você valoriza o meio ambiente e que busca manter a tradição da pesca desportiva. É claro que horas a bordo, ainda que seja pela atividade pesqueira sustentável, pode ser um tanto complicado quando não se conta com uma embarcação que proporcione comodidade. Por isso, é extremamente importante o tipo de barco que se usa para este fim.

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Sunday Times Golden Globe. A primeira regata volta ao mundo solitário

Foto: Bill Rowntree PPL

Não há dúvidas de que velejar é uma atividade prazerosa, quando se está em alto mar, a sensação de liberdade é indescritível. Passar horas e horas tendo somente o mar como vizinho, faz que pessoas assim como você, que gostam de viajar, assumam o controle de um veleiro e empreendam viagens incríveis. Mas e se esta viagem for em solitário, você se arriscaria?

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Veleiro Clássico Froya II: Trabalho de mestre

Veleiro Clássico Froya II-Trabalho de mestre

Desenhado por Phil Rhodes em 1968, o veleiro Froya volta às águas após dois anos de meticuloso restauro.


veleiro clássico Froya IIO veleiro Froya chegou ao Kalmar em setembro de 2009. Veio velejando do Rio de Janeiro numa ousada travessia sem motor. Na época tinha-se pouca noção do estado do casco, especialmente em termos estruturais. O belo veleiro de quilha longa de 50 pés e 19 toneladas já havia sido inspecionado por técnicos da Kalmar, que fizeram um levantamento prévio do seu estado geral e identificaram os problemas visualmente mais acessíveis.

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